O consumo de suplementos no Brasil ainda se concentra na farmácia, que responde por 48% das compras, contra 24% do comércio eletrônico. O dado vem da Pesquisa Nacional sobre Suplementos Alimentares do IFEPEC, instituto ligado à Febrafar. Foram ouvidos 1.068 profissionais de saúde e 1.200 consumidores, ou 2.268 entrevistados, em todas as regiões do país.
Onde o brasileiro compra suplemento hoje
A farmácia lidera com folga a venda da categoria no país, e o canal digital aparece em segundo lugar, com menos da metade.
Segundo o levantamento do IFEPEC publicado pelo Panorama Farmacêutico, marketplaces e comércio eletrônico somam 24% das compras. Supermercados ficam com 15% e as lojas especializadas respondem por 8% do total. A divisão indica que a barreira do canal online está na confiança da entrega, já que oferta e preço existem nos dois lados.
| Canal de compra | Participação nas compras |
|---|---|
| Farmácias | 48% |
| Marketplaces e comércio eletrônico | 24% |
| Supermercados | 15% |
| Lojas especializadas | 8% |
Os números do consumo de suplementos no Brasil descrevem um comportamento conhecido de quem trabalha com varejo. O consumidor pesquisa preço e composição pela internet, compara rótulos, e finaliza a compra onde o produto está à mão.
Para o morador de Ceilândia e das demais regiões administrativas do Distrito Federal, que já faz boa parte das compras pelo celular, a diferença entre os dois canais é uma escolha diária de conveniência.
Por que o consumo de suplementos no Brasil cresce mesmo com o online atrás
O consumo de suplementos no Brasil segue em expansão, e o atraso do canal digital não vem de falta de demanda.
Pesquisa de mercado da ABIAD registrou alta de 10% no consumo de suplementos alimentares em relação à edição anterior do estudo. A entidade reúne a indústria de alimentos para fins especiais. O avanço mostra que a categoria ganhou usuários novos, o que amplia o volume disputado pelo canal digital.
Do lado da indústria, a leitura é parecida.
Reportagem da Agência de Notícias da Indústria, da CNI, registrou expansão de 2,4% do setor em 2024, com projeção de crescimento de 8% ao ano entre 2024 e 2029.
O mesmo material aponta o Brasil como o maior mercado consumidor de proteína do soro do leite da América do Sul. Uma projeção sustentada por cinco anos transforma a eficiência de entrega em fator de disputa entre os canais de venda.
O que segura a compra de suplemento pela internet
Prazo de entrega, rastreio do pedido e conferência do produto explicam boa parte da distância entre os dois canais.
Suplemento é item de uso contínuo, consumido em rotina diária. Quem toma o produto todo dia precisa que a reposição chegue antes de o pote acabar. Um atraso de três dias na farmácia é resolvido com uma caminhada, e no pedido online vira interrupção do uso.
Os pontos de atrito aparecem sempre nos mesmos lugares:
- Prazo: a data prometida no fechamento do pedido nem sempre é a data cumprida.
- Rastreio: sem código de acompanhamento, o comprador fica sem saber onde está a encomenda.
- Conferência: item trocado, lote errado ou embalagem violada geram devolução e desconfiança.
- Recompra: quem depende do produto em rotina precisa de previsibilidade a cada mês.
Nenhum desses pontos tem relação com o preço do suplemento. Todos passam pela operação que separa, embala e envia o pedido depois da compra. É aí que o consumo de suplementos no Brasil ainda perde velocidade na migração para a tela.
A operação por trás da entrega de suplementos
A resposta do varejo digital a esse gargalo passa por empresas que cuidam apenas do estoque e do envio das lojas.
A LOG18K é uma operadora de fulfillment especializada exclusivamente em suplementos e nutracêuticos, e o foco em um único segmento define seus processos. A empresa movimenta mais de 60 mil produtos por mês e atende mais de 30 operações ativas, com clientes em todo o território nacional.
A estrutura integra as principais plataformas de loja virtual e de pagamento usadas por quem vende online, e oferece painéis com indicadores em tempo real para acompanhamento dos pedidos.
É um modelo de fulfillment inteligente aplicado a uma categoria específica, com checklists e conferências em cada etapa do processo.
O fundador, Matheus Anselmo, começou no comércio eletrônico em 2019 vendendo em marketplaces e chegou a manter uma loja física no Shopping Conjunto Nacional, em Brasília, antes de vender a primeira empresa aos 22 anos.
Foi a convivência com pedidos trocados, atrasos e falta de padronização que levou à criação de uma operação dedicada ao problema logístico.
Para quem compra, o efeito prático de uma estrutura desse tipo aparece em três frentes. O pedido sai mais rápido, a informação de rastreio chega completa, e a chance de receber o item errado diminui.
O que observar antes de comprar suplemento online
Alguns sinais indicam se a loja tem uma operação de entrega organizada por trás da vitrine.
A verificação leva poucos minutos e evita a maior parte dos problemas relatados por quem desistiu do canal digital. Vale olhar o que a loja informa antes do pagamento, e não apenas o valor final do carrinho. Boa parte desses sinais aparece na própria página do produto.
- Prazo informado antes do pagamento: a página do produto deve trazer a estimativa de entrega para o seu CEP, e não apenas uma faixa genérica.
- Código de rastreio: confira se a loja envia o acompanhamento por e-mail ou mensagem assim que o pedido é despachado.
- Embalagem e validade: lacre íntegro, lote visível e validade compatível com o tempo de uso do produto.
- Política de troca: prazo e canal de contato descritos de forma clara, com endereço de devolução informado.
- Regularidade na reposição: para quem usa o suplemento todo dia, histórico de entregas no prazo pesa mais do que um desconto pontual.
A divisão entre balcão e tela no consumo de suplementos no Brasil ainda favorece a farmácia, e o intervalo de 48% para 24% mostra o espaço disponível para o varejo digital.
Quem entrega no prazo combinado tende a ocupar essa diferença primeiro.


