A escola de vendas montada pela SalesLab, empresa de Curitiba que recruta e especializa profissionais da área comercial, ganhou reforço com o aporte do investidor anjo Daniel Scott e passa a formar closers e SDRs, os profissionais que abrem e fecham negócios nas equipes de vendas.
O movimento coloca a companhia em um modelo diferente do recrutamento tradicional. Em vez de apenas intermediar vagas, ela exige especialização antes de incluir o profissional no banco de talentos. Esse banco de talentos é o que as empresas contratantes acessam quando precisam montar equipe comercial.
O que muda na SalesLab com o aporte do investidor anjo
O aporte do investidor anjo Daniel Scott marca a etapa em que a SalesLab passa a estruturar uma escola de vendas.
O investidor está ligado a negócios como Havan e Madero. O aporte chega a uma operação que já emprega 137 profissionais e atende mais de 800 empresas. A escola passa a ser o eixo dessa estrutura, com quatro imersões presenciais já realizadas para vendedores.
A SalesLab mantém unidade presencial em Curitiba e opera com uma equipe de cinco funcionários. Entre os clientes atendidos estão centenas de advogados que passaram a operar processo comercial outbound. O banco de talentos entrega às empresas profissionais já formados.
A operação combina duas frentes. De um lado, o recrutamento de profissionais para as empresas atendidas. De outro, a especialização que antecede a entrada no banco de talentos.
Quanto o investimento anjo movimenta no Brasil
O investimento anjo brasileiro movimenta R$ 919 milhões por ano, segundo a Anjos do Brasil.
A Pesquisa Anual Investimento Anjo mostra que o valor é distribuído entre mais de 8 mil investidores, com ticket médio de R$ 114 mil. O recorte mostra um capital pulverizado em cheques pequenos. Nesse cenário, receber um aporte funciona mais como selo de validação do que como injeção de grande volume.
Investidores anjo aplicam recursos próprios em empresas em estágio inicial e acompanham a operação de perto. O dado da Anjos do Brasil ajuda a dimensionar esse mercado no país.
O ticket médio de R$ 114 mil ajuda a explicar o perfil desse capital. São aportes que sustentam a estruturação inicial de uma operação, sem o volume dos fundos de investimento. Para uma escola de vendas em montagem, o aporte funciona como base para organizar a estrutura de formação.
Por que vendas virou uma das áreas mais difíceis de contratar
80% dos empregadores brasileiros relatam dificuldade para preencher vagas, e vendas está entre as áreas mais afetadas.
O índice brasileiro supera a média global, de 72%, segundo a Pesquisa de Escassez de Talentos do ManpowerGroup. Marketing e vendas aparecem entre os setores em que a contratação trava. A escassez explica por que empresas passaram a procurar profissionais já formados.
Contratar para vendas exige encontrar quem já domina prospecção, negociação e fechamento. Formar esse profissional dentro da empresa consome tempo do time comercial. Por isso o mercado abriu espaço para modelos de formação externa.
O gargalo aparece principalmente em funções que dependem de prática. Um vendedor precisa de repertório de objeções, ritmo de prospecção e leitura de negociação. Esses pontos não se resolvem apenas com currículo, e é aí que a formação prévia ganha peso.
Como funciona a formação de closers e SDRs na escola de vendas
A formação combina imersões presenciais e especialização prévia, e só depois o profissional entra no banco de talentos oferecido às empresas.
A SalesLab já realizou quatro imersões presenciais para vendedores em sua unidade de Curitiba. Concluída a etapa, o nome passa a integrar a lista de vendedores qualificados que as empresas contratantes consultam. O percurso separa quem busca a vaga imediata de quem aceita se especializar antes.
A sigla SDR vem de Sales Development Representative, ou Representante de Desenvolvimento de Vendas, quem faz o primeiro contato e qualifica o interesse. O closer assume a etapa seguinte e conduz a negociação até o fechamento. As duas funções costumam trabalhar em dupla dentro do time comercial.
Entre os casos citados pela empresa estão centenas de advogados que montaram processo comercial outbound. Nesses escritórios, a prospecção ativa passou a ser parte da rotina de trabalho. O exemplo mostra que a demanda por vendedores formados não se limita ao varejo ou à tecnologia.
O que a especialização exige do profissional
O modelo exige que o próprio profissional invista tempo e recursos na especialização antes de ser apresentado às empresas contratantes.
Esse é o ponto que separa a escola de vendas de uma agência de recrutamento comum. No modelo tradicional de recrutamento, a seleção vem primeiro e o treinamento acontece depois da contratação. Aqui, a formação vem antes, e o banco de talentos reúne quem já passou por ela.
Na prática, o percurso descrito pela empresa reúne três etapas:
- participação nas imersões presenciais realizadas pela SalesLab
- investimento de tempo e recursos próprios na especialização
- entrada no banco de talentos apenas depois da formação concluída
O modelo tem um recorte claro. Quem procura recolocação imediata não encontra atalho, porque a especialização vem antes da indicação. Para quem aceita esse percurso, a contrapartida é chegar ao mercado já formado.
O que o modelo representa para quem quer trabalhar com vendas
Vendas segue contratando em todo o país e aceita profissionais sem formação superior específica, o que abre a porta para quem busca recolocação.
A trajetória do fundador Pedro Sirius ilustra esse ponto, já que ele começou vendendo sanduíche na rua antes de montar equipes comerciais. O histórico mostra que a porta de entrada da área não passa por diploma. A escola de vendas organiza esse caminho em um percurso formal.
Vendas é uma das áreas em que a experiência prática pesa mais do que a formação acadêmica. A escassez de talentos apontada pela pesquisa do ManpowerGroup indica que a demanda segue aberta. Para quem quer entrar na área, o caminho passa por dominar prospecção, negociação e fechamento.
Para leitores do Distrito Federal, o dado relevante é a existência de vagas abertas em uma área que segue contratando no país inteiro. O caminho descrito pela SalesLab combina especialização prévia e acesso ao banco de talentos. Quem considera migrar para vendas encontra nesse formato uma referência de percurso.


